Domingo, 27 de Fevereiro de 2011

A caminho de Sagres, passando por Odemira, um desvio por obras na estrada, obrigam-te a passar perto de Panóias e a flanquear a Barragem do Monte da Rocha.
Situada no rio Sado, a barragem tem esta estranha estrutura, que parece um sugadouro e que é a responsável por avisos que proibem a pesca, os passeios de barco e a natação.
Nas margens, ingleses e holandeses, nas suas caravanas e uma tranquilidade obscena!
Estive lá em janeiro de 2011.

Descobertas em 1947, as grutas de Mira de Aire abriram ao público em 1976 e são as maiores de Portugal.
Totalizam cerca de 4 km, embora só se visitem 600 metros, mas a rede de grutas e túneis já explorados na região, totaliza cerca de 11km.
No dia em que as visitámos, não estava lá mais ninguém. Uma jovem guia levou-nos por corredores e túneis, até 100 metros de profundidade, nas margens do Rio Negro, que serpenteia pelas entranhas da Serra dos Candeeiros, maciço que não tem nenhum curso de água à superfície. A nascente do rio ainda não foi descoberta.
Na véspera, tínhamos estado 100 metros acima do nível do mar, no Sítio; no dia seguinte, a 100 metros de profundidade, a admirar estalactites e estalagmites nas grutas de Mira de Aire.
Estive lá em fevereiro de 2011.

D. Fuas Roupinho - o tal que conquistou o Castelo de Porto de Mós - perseguiu, a cavalo, um veado num dia de nevoeiro, quando o animal caiu no precipício. Invocando o nome da Nossa Senhora da Nazaré, D. Fuas conseguiu que, no último momento, o cavalo desse meia volta.
Teria sido uma queda de 110 metros, tal é a altura do chamado Sítio, de onde se tem uma vista espectacular sobre a Nazaré e o Atlântico.
Cerca de 800 metros para a direita do Sítio, chegamos ao farol e podemos admirar as ondas revoltosas da Praia do Norte, ao mesmo tempo que a espuma do mar nos encharca e o vento nos abana.
É a Natureza a fustigar-nos por invadirmos o seu espaço...
Estive lá pela última vez em fevereiro de 2011.

Para assinalar a vitória sobre os castelhanos na Batalha de Aljubarrota, D. João I mandou construir o Mosteiro de Santa Maria da Vitória.
As obras começaram em 1388, sob as ordens do Mestre Afonso Domingues e foram-se arrastando até que D. João III se desinteressou do projecto, voltando-se para o Mosteiro dos Jerónimos. Por esse motivo, o panteão octogonal do rei D. Duarte nunca foi completado e é conhecido como as Capelas Imperfeitas.
Num estilo gótico flamejante, o Mosteiro foi construído em pedra calcária fina que, com o tempo, adquiriu uma tonalidade ocre característica.
A fachada está decorada com uma profusão de figuras: os apóstolos (na foto), reis, santos, profetas e anjos. Lá dentro, a igreja é ampla e tem vitrais manuelinos. Mas tudo vale a pena ser visto com tempo: a Sala do Capítulo, o Claustro Real, o Lavabo dos Monges.
Estive lá pela última vez em fevereiro de 2011.
Sábado, 26 de Fevereiro de 2011

D. Afonso Henriques prometeu mandar construir um Mosteiro consagrado a S. Bernardo se conseguisse conquistar Santarém. Foi assim fundada, em 1153, a Abadia de Alcobaça, entregue aos monges de Císter. As obras do mosteiro propriamente dito iniciaram-se em 1178 e a igreja foi terminada em 1253.
Quem olha para a fachada do Mosteiro não adivinha o que está lá dentro e que vale a pena uma visita demorada: a igreja, com as suas colunas altíssimas, os túmulos de Inês de Castro e de D. Pedro, o Claustro do Silêncio, a Sala do Capítulo, a surpreendente cozinha, com 18 metros de altura, o refeitório, a sala dos reis, já do século 18 e o dormitório.
A foto mostra o dormitório, uma ampla sala gótica com 60 metros de comprimento!
Estive lá pela última vez em fevereiro de 2011.